segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Fate/Extra Last Encore

Bom, eu resolvi esperar lançarem 3 episódios para entender o que estava acontecendo no anime antes de fazer um post sobre ele e evitar falar alguma besteira, e agora posso falar sem sombra de dúvida que esse anime promete bastante! Mas antes de dar minhas opiniões, eu vou traduzir um trecho que o Kinoko Nasu escreveu sobre Last Encore que achei na wikipedia da Type-moon:

"Sobre 'Last Encore', eu tentei fazer algo que fosse diferente mesmo se você soubesse ou não da história. Para as pessoas que que terão a primeira experiência com "Extra" eu quero que esse seja o ponto de partida para elas se interessarem pelo jogo e pelo manga. E para aqueles que conhecem o jogo eu quero que eles digam "O que?!" para as diferenças do anime. Então as pessoas podem se divertir jogando Extra depois de assistir o anime e as pessoas assistir o anime depois de jogar o jogo. Eu espero que possamos fazer algo que divirta os dois lados."

A história compartilha os mesmos eventos do Fate original até na década de 70 onde acontece um acidente que faz toda a mana da Terra sumir, em 2030 toda a mana da Terra acaba. Em 2032, a humanidade descobre uma computador na lua criada por uma civilização desconhecida chamada de Moon Cell que gravou vários acontecimentos na Terra durante anos e anos. Esse computador também cria uma réplica da Guerra pelo Cálice Sagrado usando um sistema chamado de SE.RA.PH., mas reúne 128 participantes dentre humanos (hackers) e NPCs. Dito tudo isso, a história se passa em um colégio chamado Tsukumihara e nosso protagonista acorda nesse universo sem memória de quem ele é e é forçado a entrar nessa guerra com um dos servos você escolhe no começo (Saber, Caster ou Archer)  para conseguir o Cálice Sagrado e descobrir quem ele realmente é.

Essa é a premissa do jogo, no anime a coisa muda, o protagonista é o mesmo do jogo, Hakuno Kishinami que pode ser tanto uma mulher quanto um homem, você escolhe no começo do jogo, mas aparentemente, no anime foi escolhido a versão masculina. Mas ele não participa da Guerra, quando ele consegue o contrato com seu servo, a Saber, as regras da guerra mudam todas porque o sistema SE.RA.PH. é substituído por um novo chamado de Chakravatin que não força mais os mestres se matarem. Mas Hakuno tem um grande desejo de continuar a guerra que ele mesmo não sabe o motivo e, para ajudá-lo, Tohsaka Rin tem o mesmo objetivo e também quer saber o que está acontecendo nos andares de cima do Moon Cell, para isso, eles precisam derrotar os mestres que sobraram nos andares para ativar o elevador que dá acesso aos novos andares até chegar no topo e descobrir o que é o Chakravatin e o que houve com  SE.RA.PH.

E esse é o que parece ser a premissa do anime, provavelmente os mestres e servos que estão nos outros andares são os mesmos do jogo. No primeiro andar, o mestre que Hakuno precisa enfrentar é o Shinji e a Rider, então tudo leva a crer que os próximos serão os personagens já conhecidos do jogo. Eu digo parece porque há uma teoria que muitos fãs estão levantando e a cada episódio que passa parece que é uma teoria bem forte. Em Last Encore, Hakuno está preso em uma espécie de Loop Infinito, isso explica porque no primeiro episódio nós temos o que parece ser a batalha final do anime com a Saber perdendo e a versão feminina do Hakuno morrendo, também explica as diferentes versões que o Hakuno tem da sua morte no começo do anime. E outro detalhe, além da vontade de lutar na Guerra, Hakuno também tem um ódio consumindo ele por dentro, ele não sabe de onde vem esse ódio, mas é algo que vai influenciar bastante o comportamento dele no futuro. 

Mais uma coisa, isso de loop infinitos faz ilusão ao subtítulo do anime "Last Encore", encore seria algo do tipo "bis" que as pessoas gritam quando acontece algum show/concerto para repetirem a música, então, se a teoria dos fãs de loops infinitos estiverem certa, esse é a última chance que o Hakuno tem de ganhar a guerra.

Eu diria que foi bem arriscado a Shaft junto com o Kinoko Nasu criarem esse universo novo de Fate. A maioria das pessoas reclamam que determinada série é ruim porque não seguiu o original ou porque o original é sempre melhor que a adaptação. Eles tinham em mãos uma história interessante de Fate/Extra para adaptarem, mas resolveram criar uma história original usando os conceitos do jogo como base da história. Até agora estou gostando do resultado, é como o texto do Kinoko Nasu no começo do post, Last Encore é para os fãs da série do jogo se surpreenderem com a história já que não é a mesma do jogo e para os novos que não conhecem o jogo se interessarem pelo plot e irem atrás para jogar. Não me surpreenderia se eles resolvessem lançar um remaster do jogo para o PS4 /Vista (quem sabe para o PC também, já que Extella ganhou uma versão) e também não seria surpresa se, o anime for bem recebido pelo público, eles adaptarem com Fate/Extra CCC e Fate/Extella já que uma é continuação da outra.

Com certeza é um anime que vou acompanhar até o final, fãs do Archer e da Caster que me desculpem, mas ninguém ganha da melhor Saber, nem mesmo a original.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Fate/Apocrypha

Fate/Apocrypha ficou conhecido quando foram divulgados informações de um jogo online onde o jogador seria um mestre e escolheria o servo dentre os 14 que haviam no jogo. Com essa informação e o sucesso da série original, muitas pessoas estavam curiosas para saber como seria esse universo, foi então que em 2011 foi anunciado a Light Novel de Fate/Apocrypha, escrita por Yuichiro Higashide, do elenco original, só 4 servos foram trocados: Musashibo Benkei, Sakata Kintoki, São Jorge e Davi.

A história se passa em um universo paralelo, na terceira guerra, o Cálice desaparece misteriosamente de Fuyuki e, na mesma época que aconteceria a quinta guerra, a família de magos Yggdmillennia anuncia que eles tem posse do Cálice, a associação de magos então manda um grupo para recuperar o Cálice, mas são todos massacrados por Lancer. Em meio a carnificina, o último mago que estava no grupo consegue ativar o Cálice Sagrado para que haja uma nova guerra, mas desta vez não são 7 servos, mas sim 14 mais um outro servo que servirá como mediador da guerra. Desta forma, duas facções são criadas, os servos vermelhos (da associação de magos) e os servos negros (da família Yggdmillennia).

Agora tudo é opinião minha, mas dentro desse elenco gigante há poucos personagens que se sobressaem e outros que são completamente esquecidos ou pouco aproveitados. Dentre eles, posso citar o Lancer negro, mas há personagens bem construídos, como foi o caso da Mordred e Sisigo que dentre todos os personagens, foram os que tiveram mais desenvolvimento. Mordred, que estava aí para ter a cota de clone de Sabers, conseguiu ser mais do que isso e mostrou personalidade forte e alto senso de justiça juntando com Sisigo que foi um excelente necromante que proporcionou lutas interessantes na série, sem duvida, a dupla conseguiu se sobressair mais do que Sieg e Ruler. 

Eu fui forçado a aceitar que Sieg era o protagonista, ele tem um forte senso de justiça, provavelmente porque estava com o coração de Siegfried. E o nosso antagonista da história toda: Kotomine Shirou que muitos na época acharam que era o Shirou que já conhecíamos mas seria uma versão de como ele seria se fosse criado pelo Kirei. No final das contas, esse Shirou é um personagem novo e não tem ligação com o outro Shirou que conhecemos. No final das contas ele queria salvar a humanidade e todos os servos ao lado dele prometeram ajudá-lo a cumprir esse objetivo, mas a humanidade não estava pronta para ser salva e por isso entra na história Sieg e Ruler para parar com o plano de Shirou. Apesar de tudo, eu gostei de como Shirou se desenvolveu na história e a sua relação com seu servo, a Assassin. Relação que proporcionou uma das cenas mais bonitas da série no final, no final das contas cada um se foi satisfeito com aquilo que conseguiram atingir, e acho que isso foi o mais importante.

Então a história é ruim? Não diria isso, a história tem um começo interessante, mas eu senti que ficou meio arrastado na metade para o final, parece que resolveram fazer uma limpa de personagens na metade e deixar só os que realmente eram importantes ou o que eles achavam que eram importantes. Personagens que não eram tão interessantes ganharam foco muito tarde, como foi o caso da Assassin preta que só serviu para mostrar o quanto poderosa foi a Ruler e criar uma intriga com a Archer vermelha. Talvez se a história fosse mais curta seria mais interessante. Mas a história teve bons momentos, as lutas entre os servos foram bastante interessantes e envolventes. Eu não sei se voltaria a assistir a série, talvez em um futuro distante eu resolva rever tudo, mas hoje não tenho interesse em voltar a assistir.

Eu ainda prefiro o universo original que é mais interessante do que os outros spinoffs que ganhou. Fate/Extra e Prisma Illya são os que mais me chamaram a atenção, diferente de Fate/Apocrypha e Grand Order, mas reconheço a fama que eles possuem, sinal de que a maioria dos fãs gostaram das séries, coisa que não aconteceu comigo. Foi quase a mesma coisa que aconteceu quando fãs que só viram Fate/Zero resolverem assistir UBW e se decepcionaram com a falta de seriedade e drama.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Emiya-san chi no kyou no gohan

Como havia já falado no post anterior, Emiya-san chi no kyou no gohan pegou todo mundo de surpresa por ter o anime revelado para esta temporada e já foi lançado o primeiro episódio para todo mundo ver como vai ser o anime. Ok, mas e a história?

Bom, o universo é da história original de Fate, com Shirou, Rin, Sakura, Taiga e a Illya, mas é um universo que todo mundo está em paz e não há, aparentemente, a guera pelo Cálice Sagrado. Não é explicado o motivo dos servos estarem vivos e nem se há ou não o cálice para lutar por ele, mas isso pouco importa na história, vamos deixar de lado esse "mero" detalhe. O anime conta a história do dia-a-dia do Shirou preparando a comida para a família dele, no caso a Saber, Taiga e a Illya, eventualmente outras pessoas também, como a Sakura, Rin, Shinji, Lancer e a Rider. Não espere por lutas épicas, momentos dramáticos ou coisa do gênero, esse é um anime para simplesmente sentar e curtir o momento, eventualmente soltar um leve riso. O foco aqui é como o Shirou prepara a comida e como os personagens ao redor dele se deliciam pelas coisas que o Shirou faz.

O ponto alto da série foi a escolha de um estilo de desenho diferente do que a ufotable faz para a série principal de Fate, deixando tudo mais colorido, agradável e muito fofo (no primeiro episódio, a Saber foi o destaque de tanta fofura). Mas não se deixe enganar pelos traços mais simples e bobinhos, a qualidade da animação está muito boa, assim como no cuidado em mostrar cada detalhe do prato que o Shirou está fazendo, fora a narração dele explicando como fazer cada prato.

Pelo que deu a entender no encerramento, outros personagens vão aparecer, como o Assassin (que em determinado momento é trocado pelo poster de papelão dele, já que ele não pode sair da entrada do templo, piada remanescente de Carnival Phantasm), Caster, Archer e, quem sabe, até o Kiritsugu pode dar as caras em um possível flashback já que também aparece a Taiga e o Shirou mais novos. Por falar no encerramento, tenho a leve sensação de quem desenhou ele é fã da Illya. 

E quem precisa assistir essa série? Bom, fãs de carteirinha de Fate é obrigatório assistir, se você gosta de animes slice of life também é uma grande recomendação, ainda mais se você gosta de animes de culinária com toque mais realista e menos fantasioso nos pratos, sem contar que é bem curto, cada episódio vai ter em média de 10 minutos. Eu vou com certeza acompanhar a série, sou fã de slice of life e o universo original de Fate me agrada bastante, gosto bastante do clima alegre que teve Carnival Phantasm e Prisma Illya (mesmo esse sendo diferente do original) e ver os personagens que você tanto gosta fazendo coisas normais e se divertindo em vez de lutarem até a morte é muito bom.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Fate Project 2017

No dia 31 de dezembro, foi ao ar um programa chamado Fate Project 2017, basicamente foi uma retrospectiva de Fate e o que podemos esperar no ano que vem, bem por cima nós temos 3 coisas que foram faladas: Fate/Grand Order, Heaven's Feel e Extra.
Vamos falar do que eu tenho menos noção primeiro, Fate/Grand Order. Parece que o sucesso do jogo não para e por conta disso o jogo entrou em um novo arco chamado: Cosmos in the Lostbelt com novos personagens, servos e uma nova abertura. Fico feliz que eles já se distanciaram bastante da série original com personagens diferentes e nenhuma clone da Saber, por enquanto. Consegui baixar o jogo para o iOS, mas não tive paciência e tempo para parar e jogar para valer o jogo, mas quem gosta, já tem mais conteúdo para se divertir.
Já de Heaven's Feel tivemos só uma retrospectiva de como tudo começou, uma entrevista com a dubladora da Sakura e cenas novas do filme e o que eu acho que são cenas do segundo filme: lost butterfly. Como eu não assisti o primeiro, vi bastante cenas interessantes que passou no programa e um making of da luta do Lancer contra o Assassin, uma outra cena que me chamou a atenção, mas não sei se é do primeiro ou do segundo é a cena que mostra como a Sakura e o Shirou se conheceram, Shirou fica com o braço quebrado e a Sakura cria coragem para ajudar ele nos afazeres de casa, no começo ela é idêntica a aquela Sakura que conhecemos em Fate/Zero, mas pouco a pouco ela vai se abrindo e se tornando aquela garota que a gente conhece no começo da história. Pelo que entendi também, no dia 3 de fevereiro, vão lançar no cinema uma versão em 4D do primeiro filme, então é bem provável que vai demorar um pouco até o lançamento da versão em Blu-ray. 
No programa, a parte de Heaven's Feel termina com aquela memorável cena da Sakura embaixo da chuva e o Shirou alcançando ela, ele começa a andar devagar em direção dela e podemos ouvir o Shirou dizer: "Eu prometo, eu vou..." antes dele terminar a frase, aparece o título do segundo filme da trilogia. Quem já jogou a VN sabe muito bem que ele vai dizer: "Eu prometo, eu vou me tornar o seu super-herói, Sakura." Deixando subentendido que o Shirou já decidiu o que ele deve fazer de agora em diante com os seus ideais.

E fechando o programa, tivemos um novo trailer de Fate/Extra: Last Encore. Pelo que ficou entendido, vai haver uma adaptação na história para encaixar no anime e não ficar no estilo do jogo de PSP, provavelmente vão expandir mais os cenários em vez de ficar só na escola, o que é uma coisa boa. Também houve uma recapitulação da história de Extra que chegou até em Extella que também vai ganhar conteúdo, 4 novos servos, um Saber novo, a Rider de Fate/Extra, o Rider de Fate/Apocrypha (sim, vamos poder jogar com o Astolfo) e a uma das Lancers (Scáthach) de Grand Order. Provavelmente vai ser um DLC e não um jogo novo.

E como era de se esperar, saiu também o novo episódio de Fate/Grand Order: Moonlight Lostroom dando continuidade a série, e também uma série cômica chamada "Fate Grand Order x Himuro no Tenchi 7-nin no Saikyou Ijin Hen" com o trio cômico da série Fate, Kane, Kaede e Yukika, como protagonistas, ainda não tive tempo de ver as duas séries, mas logo que assistir eu postarei minha opinião sobre elas.

E mais uma coisa que pegou todo mundo desprevenido, lembra que eu tinha falado que a Fate ganhou um novo manga de culinária com o Shirou? Pois é, ele ganhou uma adaptação animada pela ufotable! 
É um short de 10 minutos, mas bastante comfy com um character design bem bonitinhos que vale muito à pena assistir. Eu já assisti e recomendo bastante, ainda mais se você gostava do clima descontraído de Carnival Phatasm (mas menos non-sense e mais slice of life), entre hoje e amanhã eu farei um post dedicado à este anime, então fiquem ligado. A mesma coisa digo sobre Fate/Apocrypha que já terminei de assistir e também terá um post dedicado.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Fate/Apocrypha no Netflix

E finalmente Fate/Apocrypha saiu no Netflix, não completo, apenas a primeira temporada, está disponível em japonês, inglês, italiano, francês e português. Ainda não vou falar do anime em si, estou esperando ele terminar para trazer a minha opinião completa em vez de pedaços separados por episódios, hoje eu quero falar sobre a dublagem.

Não sei se os leitores de agora conhecem as coisas que eu fazia antigamente, mas eu também dei minhas opiniões sobre a dublagem feita na Álamo sobre Fate/stay night produzido pela DEEN e exibido lá no extinto Animax. Resumidamente, diferente dos que muitos comentaram na época, eu achei a dublagem muito boa, gente de peso estava envolvido, tinha um ou outro novato no elenco, mas ele no geral estava muito bom, o maior problema foi a adaptação que foi uma verdadeira porcaria. Erros de tradução, erros de nome de personagens (o famoso servo Castor), etc. mostravam que a preparação disso foi feito nas coxas.

Agora, depois de anos, temos novamente a chance de ouvir uma série de Fate dublado! Legal, mas não foi aquilo que eu esperava. Voltando a falar de FSN, o maior problema, que eu estou imaginando que tenha sido isso, foi que eles pegaram a versão em inglês e traduziram para o português, ou seja, tivemos uma tradução da tradução, isso explica porque nomes das classes dos servos foram traduzidos e outras coisas também, como o UBW do Archer. Dessa vez, em Apocrypha, eu acredito que o processo de dublagem foi feito simultaneamente, então todo mundo recebeu o roteiro em japonês e tiveram que traduzir direto, por isso que os nomes das classes foram mantidos como no original, em inglês. A adaptação está muito boa, em destaque eu cito o dublador que fez o Shakespeare, eu não consegui achar o nome dele, mas ele fez um excelente papel na pele do Caster. O Dublador do Sisigo, Ênio Vivona, também fez um bom trabalho, eu achei que casou muito bem com o personagem o tom de voz que ele deu para o Sisigo.

Mas os elogios terminam por aqui, quando eu ouvi a primeira fala dublada eu achava que estava ouvindo um fandub e não um produto oficial. Não vou me adentrar aos termos técnicos porque eu não tenho base para isso, mas a qualidade das vozes não estava boa, ou o microfone era muito ruim ou o técnico de som não soube equalizar direito as vozes, dando a impressão de amadorismo. O elenco ao todo não estava ruim, mas poderia ter sido melhor, pesquisando um pouco e eu comecei a ver um monte de reclamação que a grande maioria dos animes que a Netflix pega são mandados para o estúdio de dublagem em Campinas, não são grandes estúdios de dublagem como as que existem em SP ou no RJ, isso explicaria o nível mediano-baixo da dublagem.

Outra deslizada é que o tradutor da legenda acha que o Astolfo é uma mulher, sempre referindo a ele no feminino, já a dubladora que fez ele já estava ciente de que ele era um homem, não sei se ela comete algum deslize, mas nas cenas em que assisti, o Astolfo se referia no masculino, eu achei um pouco forçado a voz dela, não precisava afeminar tanto o Astolfo, o segredo era manter o tom mais neutro que a forma que o personagem foi desenhado já fazia o resto do trabalho.

Mas então, vale à pena assistir dublado? Eu acho que só questão por curiosidade, se for assistir via netflix assista no áudio original, talvez o que mais me pesou foi a qualidade da captação das vozes e não delas em si. Se não parecesse tão amador, eu recomendaria porque a adaptação está muito boa, dava para relevar o elenco. Eu sei que isso não acontece com personagens que ninguém conhece por aqui, mas senti falta de ouvir a Priscila Franco dublando a Saber novamente, mesmo que foi uma participação especial, seria legal se eles mantivesse a mesma voz, mas paciência. Um dia eu vou ver Fate ganhar uma BOA adaptação e uma BOA dublagem.


sábado, 14 de outubro de 2017

Segundo filme de Heaven's Feel e mais informações do primeiro

Hoje foi a data de lançamento do primeiro filme da trilogia Heaven's Feel. Já saíram diversas informações sobre o filme e até onde ele vai, quem foi assistir o filme, pode ver já o novo trailer da segunda parte do filme que foi intitulada como "Lost Butterfly - A borboleta perdida" que estreia, obviamente, em 2018, mas sem data definida.

Bom, vamos aos spoilers mais importantes, ou pelo menos o que eu acho mais importante, ler este parágrafo é por sua conta e risco. O filme tem mais ou menos 2 horas de duração, um tempo ok se pensarmos que tem bastante coisa para contar em 3 filmes, uma das coisas esperadas era um pouco do ritmo, algumas pessoas acharam o filme um pouco corrido ou pulando algumas partes, acredito eu que o filme foi feito para pessoas que já conhecem a série e não para pessoas que estão entrando no universo de Fate, então assuntos que já estamos cansados de saber devem ter sido cortados para focar no que é mais importante. Mas infelizmente, uma das cenas mais importantes e que alguns fãs torceram o nariz foi a falta da Illya. Apesar da Saber dar a entender que ela conhece a Illya, coisa que nunca aconteceu nas outras duas rotas, aparentemente ela não interage mais com o Shirou depois que eles saem da Igreja, pode ter sido jogado para o segundo filme ou em uma possível versão estendida para Blu-rays ou, no pior das hipóteses, cortado. Eu também acharia estranho se cortassem essas cenas, porque elas indicam o começo do relacionamento dos dois e, para quem já conhece a rota, sabe que esse relacionamento da Illya com o Shirou é um dos mais importantes na história. Sobre a cena que eu citei no outro post, deu a entender pelos comentários dos japoneses que a cena é a usada em Realta Nua, mas com mais erotismo, Shirou tem o sonho com a Tohsaka e no meio dele ela se transforma na Sakura. E a última, e talvez a mais importante, o filme termina quando o Shirou perde a Saber. É uma previsão que muitos estavam fazendo, acho que faz sentido ter esse impacto logo no primeiro filme como algo do tipo "a Saber não é a protagonista dessa vez, sinto muito."

Claro que há vários comentários elogiando a produção da ufotable, as cenas de ação estão muito boas, a trilha sonora também. Vale lembrar que já saiu o single tema do filme, Hana no Uta da Aimer. Dito isso, acho que a única coisa que tenho a dizer é o hype ainda é alto, mesmo que não seja 100% fiel ao VN, na minha opinião, se o filme trouxer uma história sólida e que passe a mesma sensação que sentimos ao jogar, já valeu a pena esperar por tanto tempo por Heaven's Feel, claro que, pessoalmente falando, eu preferia uma série de TV. E a última história de Fate está só começando e, obviamente, não vai ser o final da série, aposto que teremos alguma novidade assim que o terceiro filme acabar, talvez um Hollow Ataraxia? Ou quem sabe em um futuro distante um remake da rota original? A resposta só deve chegar em 2019 para essa pergunta.